[Review] Judge Dredd: Dredd vs Death

Judge Dredd: Dredd vs Death é um jogo de tiro em primeira pessoa (FPS) lançado em outubro de 2003 na Europa e fevereiro de 2005 nos Estados Unidos pela Rebellion. Baseado no personagem Juiz Dredd, o game estará servindo como estreia para a categoria de reviews do 2000 AD Brasil. [SEM SPOILERS GRAVES]

Distribuído nos formatos CD, DVD e Disco Óptico Nintendo, lançado para as plataformas Microsoft Windows (PC), Xbox, Playstation 2 e GameCube, o jogo Judge Dredd: Dredd vs Death foi vendido a preços normais para a época de seu lançamento e recebeu críticas medianas.

A sinopse: Mega-City Um abriga 400 milhões de pessoas, e cada uma é um potencial para atividade criminosa. Juiz Dredd é o mais famoso juiz, júri e executor da mega-cidade, respeitado por todos os juízes e temido pelos meliantes. Um dia, os Juízes da divisão Psi pressentem uma praga horrível se aproximando da cidade, e os Juízes Negros são os principais suspeitos para o futuro acontecimento. Com isso, Dredd é forçado a lutar contra o insano Dr. Icarus e os quatro Juízes Negros (Praga/Peste, Fogo, Medo e Morte) que foram soltos de suas prisões.

Capa do game utilizada em todas as plataformas.

Quando o filme Dredd 3D (2012) foi lançado, diversas pessoas disseram que o mesmo poderia render um excelente jogo de mundo aberto, e que a Legisladora (arma do personagem) é um game pronto. E apesar de não ser um sandbox (open-world), Dredd vs Death (DvsD para abreviação) serve como uma boa diversão para os fãs do personagem.

A história deste jogo não é a atração principal. Apesar de ser um pouco legal para quem conhece o personagem e as histórias atuais ou clássicas, jogadores casuais irão achar tudo muito bizarro e exagerado. Talvez pelo fato de que os inimigos são zumbis e vampiros (Sim! Além de enfrentar meliantes pichadores ou traficantes, você mata zumbis e vampiros pelo jogo todo), algumas pessoas podem se sentir atraídas para testar sem conhecer nada, e isso pode acabar matando a experiência.

Um dos clássicos obesos, porém, este foi transformado em zumbi.

DvsD, com toda certeza, é um game feito para fãs. Por mais que os gráficos já estejam batidos (convenhamos, o jogo foi lançado para Playstation 2), o visual é muito legal e bem fiel aos quadrinhos. O desenrolar se dá por fases, e em cada fase você possui um objetivo que deve ser concluído para que a próxima seja desbloqueada, mas você também pode buscar objetivos secundários, acumulando mais pontos.

O sistema de pontos é simples: durante as fases você pode prender meliantes, e com isso, aumentar sua reputação como Juiz. Se você matar algum meliante após ele se render, sua reputação diminui. Um fator curioso é que as prisões variam conforme os atos, e todos os personagens podem ser presos (com exceção dos sem-teto e dos próprios Juízes ajudantes). Ao final de cada fase, um contador de pontos mostra o nível de Juíz que você alcançou. Ao mesmo tempo que as prisões são interessantes no início, depois de algumas fases tudo fica meio repetitivo neste sistema (assim como em outros que comentarei abaixo).

Existem algumas armas diferentes da Legisladora que você pode adquirir pegando dos meliantes mortos, como uma sniper, uma shotgun ou uma pistola simples. Todas possuem suas vantagens e desvantagens, e apesar da Legisladora ser a melhor (por possuir tiros diferentes, como explosivos, de ricochete, de penetração e outros três, assim como nos quadrinhos), adquirir cartuchos para a mesma é muito difícil, e você acaba tendo que utilizar alguma das outras três armas. Isso gera outro fator repetitivo que deixa de ser encantador depois de um tempo.

As fases que se passam nos prédios de Mega-City Um são as mais divertidas, cheias de detalhes e fiéis aos quadrinhos. Os prédios nos fundos dos cenários são idênticos aos das revistas, e também existem alguns carros voadores e outdoors tecnológicos/hologramas.

Você enfrenta todos os Juízes Negros no desenrolar da história, e cada um possui uma mecânica diferente para que seja destruído. É um pouco difícil descobrir como funcionam algumas dessas mecânicas, mas quando você o faz, fica extremamente simples de derrotar os mesmos. Já o último boss é um pouco mais complexo e demorado.

Além do visual (que também foi muito fiel no filme do Stallone, de 1995), você encontra personagens famosos dos quadrinhos, como a Juíza Anderson, o Rico, a Juíza Chefe Hershey e os Juízes Médicos, além de cidadãos com visuais idênticos aos das revistas (obesos, punks, robôs, mutantes, entre outros).

Pode parecer um jogo sandbox, mas todas as fases possuem um limite até onde você pode chegar, se tornando um jogo de trilha.

Apesar do jogo ser esquecível, pode ser divertido para os fãs da 2000 AD ou do Juiz Dredd. Como um jogo no geral, feito para todos os tipos de público, talvez seja meio besta e bizarro, tendo como fator atrativo principal o fato de ser um FPS contra zumbis e vampiros.

As cinematics são usadas para contar/passar todo o plot, e a trilha sonora/efeitos de áudio é esquecível, apesar de em alguns momentos ser interessante. Você morre com facilidade, mas existem kits médicos espalhados pelo mapa, nos corpos de Juízes Médicos (que também podem te curar, caso você encontre algum) mortos.

Se você for comprar na Steam, por R$ 13,99, vale a pena como uma diversão sem compromisso e feita sob encomenda para quem é fã do personagem. Já o preço para a versão do GameCube no Submarino é um exagero para um jogo tão mediano. Infelizmente, não encontrei os preços para outros consoles (Xbox e Playstation 2).

Nota: 6,5/10

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10 pensamentos sobre “[Review] Judge Dredd: Dredd vs Death

  1. Comprei a versão de PC no Mercado Livre há muitos anos atrás. Não lembro se ele já estava disponível para Steam, mas era muito apegado a versão física dos jogos, com caixinha e manual (e pegando ele agora, realmente é muito bacana isso). Joguei muito pouco, mas lembro que gostei. Não lembro porque encostei o jogo, acho que foi na época que eu peguei um Xbox 360 e isso deve ter me distanciado do PC.

    Olhei agora no Steam e está com 75% de desconto, saindo por R$ 3,99! Apesar de barato, como já tenho o jogo, instalei a minha versão em CD, vamos ver se roda em Windows 7! XD

    Parabéns pela resenha!

    Curtido por 1 pessoa

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  3. Cara! Eu AMO esse game. Tinha ele no Gamecube (no ML na época paguei 25 reais com frete), mas entraram na minha casa e roubaram tudo… to atrás de outro faz tempo e não acho.
    Adoro ele porquê Dredd realmente é a lei por onde ele passa. Segundo porquê as fases não são nada repetitivas (algumas são extremamente difíceis de conseguir sequer passar, quiçá alcançar a pontuação e reputação máxima de Juiz), além de que o jogador sai de Mega City (passando pelos prédios, laboratórios, danceterias, subterrâneos, shoppings, etc.) e literalmente vai ao “inferno” caçar o Death… sensacional!
    Outro ponto bem bacana é o que você mencionou, é que dá pra prender TODO MUNDO (ou quase), apesar das sentenças se repetirem com o tempo, continua divertido prender o pessoal por vadiagem, roubo, conspiração, etc…
    Mas o ponto forte do jogo mesmo são os objetivos, os cenários e a jogabilidade. A arma dos Juizes é FODA, pena que a munição é curta… E jogando é assim: Quer pegar um vampiro? Atire de longe, ou, se estiver perto, seja bom, muito bom, senão ele te mata com um ou dois ataques extremamente ágeis… Ah! Matou? Então que tal lutar contra um Obeso? Quer mesmo? Se prepare pra correr e nunca erre um tiro, NUNCA! Zumbis? Tem aos montes, se eles se amontoarem você já era… E por aí vai. É um ótimo jogo de tiro linear, é intuitivo e obriga o jogador a sair da zona de conforto, porquê o game não te deixa ser mediano, ou você aprende a jogar ou vai morrer muito.
    A trilha sonora é satisfatória e condensa muito bem cada cenário e momento de tensão da partida, nunca deixa a desejar. Às vezes a adrenalina fica tão alta que os sons compõem o todo, e isso é muito muito muito importante, porquê não quebra o clímax, e sim o complementa.
    E você não mencionou o multiplayer. O QUE É AQUELE MULTIPLAYER? Pelo menos no Gamecube ele era sensacional. Cara, sinceramente, foi um dos melhores em plataforma fechada, sem ser online, que já joguei na vida. Tem alguns jogos bobos, como o “pega-pega”, o “roube a bandeira” e o “domine o território”, mas o deathmatch é sensacional. Você pode escolher qualquer um dos personagens liberados, e cada um tem qualidades próprias e defeitos, assim como armas particulares de cada gangue ou grupo do jogo. Mesmo enfiando 4 jogadores reais no cenário, dá pra entupir de bots, eles não ficam lentos e o cenário não dá delay, a IA é absurdamente alta e não te deixa vivo muito tempo se você ficar moscando num lugar só ou não for coletando itens… se preferir jogar em grupo, os simuladores preparam armadilhas e têm estratégias muito eficazes pra matar o seu grupo, então é bom ficar esperto e jogar com seus parceiros. Além de que esse modo têm muitos cenários a desbloquear, muitos mesmo, então dá pra escolher bastante.
    Resumindo: É um dos meus FPS favoritos, ao lado de Half Life 1 e 007 Goldeneye.
    Mas, como disse, tô atrás de outro de Gamecube há tempos (tem que ser americano). Achei um no ebay, vamos ver se dá certo.

    Curtido por 2 pessoas

    • No rascunho que escrevi eu mencionava o multiplayer, devo ter filtrado…
      Enfim, eu joguei a versão pra PC (comprei o jogo lá na Steam), e o multiplayer lá não estava legal…
      Eu jogo sempre pra ficar prendendo os meliantes x)

      Mas acho que o Dredd merecia um jogo melhorzinho… De mundo aberto, quem sabe? Seria incrível x)

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