Os bastidores de Zenith

Criada por Grant Morrison e Steve Yeowell, com a colaboração de Brendan McCarthy, a série Zenith será republicada pela 2000 AD em breve, no formato de edições definitivas limitadas. Saiba agora algumas curiosidades sobre a criação desta série com um protagonista tão atípico, e com uma história pra lá de viajada!

A maneira mais simples de se comentar as diversas curiosidades dos bastidores e desta série, é com uma postagem em formato de tópicos. Assim, posso listar as informações em ordem cronológica (baseadas em notícias de blogs/fã-sites ingleses e declarações dos autores). Confira abaixo:

  • A 2000 AD é conhecida por suas séries de ficção-científica (a de maior destaque, Juiz Dredd) e pela publicação semanal em estilo antologia. Uma história de super-heróis era algo inédito para os leitores da revista, pelo menos até 1987, quando Zenith foi publicado pela primeira vez (10 anos após a primeira edição da 2000 AD ser lançada). Apesar de possuir um pé na ficção-científica, esta história não é totalmente focada neste gênero.
  • A estreia de Zenith se deu na prog  535 da revista britânica, mas o protagonista apareceu somente no segundo capítulo, na prog  536, pois o primeiro capítulo serve como background deste universo. Vale lembrar que Grant Morrison diz ter se baseado em sua própria personalidade quando foi desenvolver o personagem que dá nome à série.

Capa da prog 536 da 2000 AD, onde o personagem ‘Zenith’ apareceu pela primeira vez.

  • Existe uma ‘disputa judicial’ entre o roteirista (Grant Morrison) e a 2000 AD. Apesar de a 2000 AD afirmar que ela possui os direitos, Morrison diz que a editora não tem a ‘papelada’ para provar. Inicialmente, este não era um argumento que Morrison utilizava, e é debatido devido à fama controversa que o autor possui (e que não deve ser abordada aqui). Porém, Morrison não quis ir ao tribunal para resolver isso.
  • Quando A Balada de Halo Jones de Alan Moore foi finalizada em 1986, o artista ainda em ascensão convidado para escrever alguns Choques Futuristas (inéditos no Brasil) foi Morrison. Apesar de trabalhos – em especial para a Marvel UK e quadrinhos de Doctor Who – publicados anteriormente e durante esta época, sua estreia na 2000 AD foi um fator muito positivo para sua carreira.
  • Morrison e o desenhista de Zenith, Steve Yeowell, já haviam trabalhado juntos na série para a Marvel UK, chamada Zoids. O design dos personagens não foram criados por Yeowell, mas sim por Brendan McCarthy, criador da série Paradax!, no início dos anos 80.
  • A ideia de Paradax! era mostrar o que aconteceria caso um garoto ordinário se tornasse um super-herói. Segundo McCarthy, ele não trabalhou na arte de Zenith (apenas desenvolveu os designs) pois Morrison se baseou e copiou diversas características que Brendan utilizou em Paradax!. Com isso, o artista saiu da série e os designs foram utilizados por Yeowell para desenvolver a história. McCarthy diz que se sentiu entediado quando leu o roteiro escrito por Morrison e percebeu que era praticamente idêntico ao de sua criação, mas mesmo assim finalizou as artes que haviam sido encomendadas.

Os designs originais de Brendan McCarthy (acima) não foram muito alterados se comparados aos visuais definitivos dos personagens.

  • Grant e Steve também criaram alguns visuais. Steve foi o responsável pelo visual da Ruby, por exemplo. Já o personagem Dragão Vermelho foi desenvolvido por Morrison.
  • A série é dividida em quatro partes, e mesmo após o encerramento (em 1992), os fãs ainda debatem sobre ela. As características de universos alternativos surgiram entre a Fase Dois e a Fase Três (esta última considerada a Crise nas Infinitas Terras dos quadrinhos britânicos).
  • No Brasil, Zenith foi publicado entre 2000 e 2003 pela Pandora Books, inicialmente em uma mini-série em duas edições, e depois relançado em um encadernado de 100 páginas, que serviu como base para as publicações seguintes: Fase Dois, Fase Três parte 1 e Fase Três parte 2.
  • As capas das duas edições da Fase Um foram alteradas/criadas por artistas brasileiros contratados pela extinta Pandora, e são exclusivas da versão brasileira (o que não é mérito de forma alguma, pois são pouco atrativas).
  • Por último mas não menos importante, vale lembrar que o review da Fase Um já foi publicado no 2000 AD Brasil, e pode ser lido clicando aqui. Caso você ainda não tenha lido, esteja avisado de que o texto está recheado de spoilers.

Apesar das polêmicas, Zenith é uma das melhores criações de Grant Morrison, incluindo nesta equação as diversas de suas histórias escritas para a DC e Marvel. Com o relançamento da edição definitiva pela 2000 AD, é possível que no futuro a Mythos venha a republicar a série, caso o material da mais incrível revista em quadrinhos britânica continue vingando por aqui.

Reviews das outras Fases de Zenith que a Pandora publicou serão publicados no 2000 AD Brasil no futuro. Aguarde!

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2 pensamentos sobre “Os bastidores de Zenith

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