[Review] Juiz Dredd Megazine 14

Sim! Dois reviews da JDM em um único mês, já que como foi dito no review anterior, a edição 13 atrasou um pouco pois a Copa do Mundo ainda estava rolando (gol da Alemanha). Agora tudo está normalizado, já com a edição de Julho nas bancas e continuando o segundo ano de publicação da revista! Confira abaixo os pontos positivos e negativos desta edição. [SEM SPOILERS]

A belíssima capa desta edição conta com uma arte de Neil Roberts, que ilustra muito bem a imponência do Juiz Dredd. A chamada da capa está posicionada na parte de baixo, e este é um formato muito legal, visto que não fica nada exagerada. No topo, os nomes Alan Moore, Dave Gibbons, Pat Mills e José Ortiz são os chamarizes desta revista.

A edição 14 possui uma das capas mais bonitas até o momento.

O editorial deste mês, escrito pelo Editor-chefe Helcio de Carvalho, dá destaque ao fim da Primeira Fase de Área Cinzenta. Sim, a série encerra sua primeira fase nesta edição e só voltará na 18. O texto continua e fala das duas histórias autocontidas do Dredd, sendo que uma delas é única história do Juiz desenhada por José Ortiz. No final, é mencionada também a matéria escrita por Pedro Bouça sobre Steve Moore, que faleceu este ano, e um breve comentário sobre as atuais sagas de Renegado e Sláine, além de falar também do retorno de Nikolai Dante.

Comentários prévios: a edição deste mês possui apenas uma matéria, que já foi citada logo acima. Um excelente texto escrito pelo Pedro que fala sobre a carreira de Steve Moore, que nos deixou no dia 16 de março de 2014. Além disso, a revista deste mês parece ter adotado o padrão dos comics que são publicados no Brasil, com a data e número da publicação original na primeira página da história. Mais uma vez o Tribunal dos Leitores está ausente, então escrevam para juizdredd@mythoseditora.com.br!!

Sem mais delongas, confira abaixo os reviews sem spoilers de cada história:

Clássicos do Juiz Dredd – Enterrem a minha Curva no Coração do Rio
Roteiro: John Wagner
Arte: Peter Doherty
Publicada na edição 46 da Judge Dredd Megazine (Vol 2, 1994)
A história que inicia a edição de Julho da Juiz Dredd Megazine nada mais é do que um clássico (muito clássico) do Bom Juiz. O fator principal desta história é que, além de ela ser autocontida (ou seja, você pode ler sem compromisso, um padrão da maioria dos Clássicos publicados), ela também aborda um lado mais humano do Dredd (e também de um morador antigo de Mega-City Um). Com uma arte muito boa de Peter Doherty e o roteiro fenomenal de John Wagner, esta história deve ser lida por todos os fãs do personagem. Completamente obrigatória.
Nota: 10


Sláine – A Noiva de Crom (Parte 3 e Parte 4)
Roteiro: Pat mills
Arte: Massimo Belardinelli
Publicadas nas edições 339 e 340 da 2000 AD (1983)
Dando continuidade ao arco mais longo de Sláine publicado até o momento, esta é mais uma história campeã. Além de apresentar novos personagens e também abordar um pouco mais do passado do protagonista, a ação está presente como nunca vista antes. O final deixa qualquer um curioso para saber o rumo que esta história irá tomar, e arte de Massimo Belardinelli continua fabulosa, assim como os roteiros de Pat Mills.
Nota: 9,5

Nikolai Dante – Gulag Apocalíptico (Parte 1 e Parte 2)
Roteiro: Robbie Morrison
Arte: Henry Flint
Publicadas nas edições 1079 e 1080 da 2000 AD (1997)
Após um pequeno mês em recesso (já que na edição 12 foi publicada uma história imensa desta série), Nikolai Dante está de volta, e mais trapaceiro do que nunca. Desta vez Dante recebe uma ordem de escoltar uma visitante aliada, e este arco promete revelar alguns dos segredos da série. Apesar de eu ser um grande admirador do traço de Simon Fraser, Henry Flint possui um desenho muito bom! O roteiro de Robbie Morrison se prova divertido e intrigante, e assim como Sláine, o final deixa qualquer um curioso para a próxima edição. Vale lembrar que Nikolai Dante é uma das séries mais queridas pelos leitores, e merecidamente! Talvez o único problema aqui sejam os cortes de cenas muito secos.
Nota: 9

Renegado – Neoparis
Roteiro: Gerry Finley-Day
Arte: Dave Gibbons
Publicada na edição 229 da 2000 AD (1981)
Continuando a (talvez) minha nova série favorita da revista, a história desta vez se chama Neoparis! Rogue vai para uma famosa cidade que, como sempre, é cenário de um impasse militar, para tentar obter mais informações sobre o  Massacre Quartzo. Como um fã dos chamados ‘filmes de brucutus‘, esta série é uma leitura incrível: o personagem é durão, imbatível e luta/atira como ninguém, além de resolver tudo sozinho (entre aspas, pois sempre está acompanhado graças aos BioChips em seus apetrechos). Como até o momento as histórias publicadas do personagem são curtas e autocontidas, o roteiro de Gerry Finley-Day se prova mais uma vez incrivelmente competente, e a arte de (um dos meus favoritos, diga-se de passagem) Dave Gibbons continua fenomenal.
Nota: 10

Choques Futuristas de Tharg – Dieta!
Roteiro: Alan Moore
Arte: John Higgins
Publicada na edição 247 da 2000 AD (1982)
Duas páginas, apenas. O Choque Futurista desta edição é curto e intrigante, como sempre. Essa história maluca escrita por Alan Moore possui um plot-twist divertidíssimo no final. A arte de John Higgins é ótima, e por ser tão curta, é meio difícil comentar sem dar spoilers. Muito legal é o resumo perfeito. Uma curiosidade é que John Higgins já foi um artista responsável por uma quantidade razoável de histórias do Juiz Dredd.
Nota: 8,5

Clássicos do Juiz Dredd – A Noite do Estripador
Roteiro: John Wagner & Alan Grant
Arte: José Ortiz
Publicada na edição 517 da 2000 AD (1987)
A única história do Juiz Dredd desenhada magnificamente por José Ortiz! O roteiro da dupla Wagner & Grant dá um jeito de colocar Jack, o Estripador em Mega-City Um de uma maneira muito maluca e que gera uma história de perseguição super divertida. O final é algo inesperado, e esta é outra história autocontida desta edição, como a maioria dos Clássicos. Se o clássico que abre a revista mostra o lado mais humano do Dredd, este mostra um lado mais implacável e incansável do Bom Juiz. Ótima história.
Nota: 9

Área Cinzenta – Esta ilha, a Terra (Parte 2)
Roteiro: Dan Abnett
Arte: Lee Carter
Publicada nas edições 1802, 1803 e 1804 da 2000 AD (2012)
Finalizando mais uma ótima edição, temos o encerramento da primeira fase de Área Cinzenta. Apesar de não ser uma das minhas séries favoritas do mix (em parte pelos fechamentos de arcos muito fracos, e também pela arte de Lee Carter, que não me agrada), desta vez ela se saiu bem. O encerramento deste arco que teve início na edição 13 da JDM foi muito bom, e deixa um ótimo gancho para a próxima fase da série (que começa na edição 18). O roteiro de Dan Abnett, aqui, se provou competente e em parte muito brutal.
Nota: 8,5

Comentários extras sobre a revista: o preview da capa da próxima edição ainda não foi disponibilizado pela Mythos. Porém, o preview da revista possui a seguinte sinopse: “Dredd embarca numa perigosa missão de resgate atrás das linhas inimigas para resgatar prisioneiros da Guerra do Apocalipse, mas tudo pode não passar de um elaborado plano de vingança… Renegado: conheça alguns detalhes sobre o Massacre Quartzo, que dizimou a unidade de Rogue. Sláine e a conclusão de A Noiva de Crom! E ainda: Nikolai Dante, Choques Futuristas!

Já nas divulgações, esta edição possui propagandas de Kirby Genesis e The Last Phantom, próximos lançamentos da Mythos, mas que não estão relacionados à 2000 AD!

Nota final: 9,0/10

Ficou interessado em ler A Noite do Estripador? Compre esta edição no catálogo da Mythos Editora clicando aqui.

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16 pensamentos sobre “[Review] Juiz Dredd Megazine 14

  1. Mano curti muito “A Noite do Estripador”, entrou no meu top de melhores historias do dredd fácil, Sláine continuando legal pra caramba, e devo admitir, apesar de não gostar muito de Nikolai Dante, essa historia dele ta bem legal.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Já que Área Cinzenta vai dar um intervalo, qual será a série que vai substituí-la? Ou vão dar mais espaço a séries que já estão na revista? Como sempre, mais uma boa edição! Vida longa à JDM!

    Curtido por 2 pessoas

  3. Concordo com quase tudo, essa edição foi muito foda! Porém, devo dizer que a HQ que dá título à edição tem como maior atrativo o fato de ter sido (muito bem) desenhada pela lenda José Ortiz! Pena que foi a única… 😦
    E o final da Área Cinzenta redimiu todos os finais meia-boca de antes!

    Curtido por 1 pessoa

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