[Review] Rogue Trooper

Seguindo a comemoração proposta pela 2000 AD comemorando o aniversário do Rogue Trooper (série Renegado no Brasil), é chegada a hora de analisar o jogo que leva o nome da série, “Rogue Trooper“, que assim como os quadrinhos, teve um ótimo desconto para esta data especial! Confira abaixo os pontos positivos e negativos deste game. [SEM SPOILERS]

Lançado para Microsoft Windows, Playstation 2 e Xbox em 2006 e para Wii em 2009, Rogue Trooper é um jogo de tiro em terceira pessoa produzido pela Rebellion Developments e publicado pela Eidos Interactive. A versão para Wii recebeu um subtítulo, passando a se chamar Rogue Trooper: The Quartz Zone Massacre, e a versão utilizada para fazer este review foi a de Windows que está à venda na Steam.

Capa do DVD, a versão para PC (Windows)

A sinopse: “Neo Terra: um planeta envenenado onde uma guerra infinita entre Nortistas e Sulistas é travada. Uma luta inútil em um planeta hostil, e sem um final claro à vista. Mas existem contos sobre um guerreiro solitário. Um homem que pode aparecer do nada e tirar pelotões inteiros de jogo, e em seguida, desaparecer nas sombras a que pertence. Um homem que não conhece lealdade que não seja à sua missão em busca de vingança. Ele é o soldado perfeito, o último sobrevivente do massacre de Soldados de Infantaria Genética… o Rogue Trooper.”

Antes de qualquer comentário técnico deve-se deixar uma coisa bem clara: sim, a história é simples. Somente uma busca por vingança. E exatamente por isso ela é tão divertida e prazerosa. Somada à jogabilidade divertidíssima que mescla os sistemas de batalha em diversos cenários da Neo Terra, esta história funciona perfeitamente para a proposta.

O início do jogo (e isto não é spoiler algum) funciona como as histórias de flashback que vez ou outra aparecem nos quadrinhos do personagem (a última edição da Juiz Dredd Megazine teve uma história dessas). Ou seja, o início do jogo é mais um prólogo somado ao tutorial do que o resto, pois ali você perde seus três amigos, Gunnar, Helm e Bagman, salva seus biochips e todo o Massacre Quartzo se desenrola.

O início do jogo é centrado no Massacre Quartzo e é somado ao tutorial, o que facilita muito seu desenvolvimento

Apesar de ser um jogo de tiro em terceira pessoa, existem diversos momentos em que você deve ultrapassar cenários inteiros mesclando sua jogabilidade normal com tiros em primeira pessoa,  e tudo muito bem feito (para uma produção da época, claro).

Ao contrário do outro jogo de um personagem da 2000 AD lançado para PS2, Dredd vs Death, este não é repetitivo. Um dos grandes problemas de Dredd vs Death é a falta de sistemas de combate diferentes, e Rogue Trooper está recheado deles. Até o final do jogo você libera três ou quatro tipos diferentes de granada, cinco ou seis tipos de tiro para sua arma, Gunnar, além de contar com um sistema de upgrades fluido e muito necessário que funciona na base da coleta de materiais dos inimigos mortos.

Um dos momentos mais divertidos: você deve impedir que inimigos subam no trem e destruam um objeto, e para isso você conta com metralhadoras móveis, suas próprias armas e anti-aéreos fixos

O desenvolvimento da história também é muito fluido, visto que você passa por diversos cenários, que incluem: florestas petrificadas, cidades destruídas, desertos, campos de batalha (no chão e no ar) e treinamento, montanhas, bases militares e muitos outros. Os personagens coadjuvantes não fazem muita diferença (apesar de em alguns momentos chave se tornarem muito úteis), mas isto é compreensível visto que protagonista é o tipo perfeito de lone ranger.

Seus amigos que agora estão em seus apetrechos também são parte essencial para a história. Helm é responsável por destrancar portas, pelos alertas, projeções holográficas e informações salvas. Gunnar, além de possuir diversos tipos de tiro, pode ser fixado como uma sentry gun e possui algumas melhorias, como um silenciador. Bagman guarda suas granadas e objetos diferentes, e também é o responsável por curar você através de injeções que podem ser feitas na tela de upgrades e criações.

A trilha sonora fica na cabeça, apesar de ser um pouco repetitiva. Ela acelera nos momentos de ação frenética, e se torna quase nula nos momentos calmos. Os efeitos sonoros são competentes, e as vozes dos personagens são ótimas.

Finalizando, alguns comentários rápidos: o famoso modo stealth é muito presente neste jogo, visto que você possui um rifle sniper acoplado ao Gunnar, e pode matar inimigos através de ataques físicos por trás. Os inimigos são muito repetitivos, apesar de bem fiéis aos quadrinhos. A variedade de inimigos só é presenciada em momentos chave, pois durante 90% dos cenários os Nortistas possuem somente duas skins. Apesar de ser exatamente assim nos quadrinhos, para uma mídia visual ou cinemática isto se torna um pouco cansativo.

As cinematics são bem feitas e interessantes, sempre aprofundando mais a história principal. Os gráficos são bons se você levar em conta a época em que o jogo foi produzido, e o ato final é bem frenético.

Rogue Trooper cumpre sua proposta muito bem: um jogo sobre vingança, bem violento e com diversos fatores de ficção-científica. Minha admiração pelo personagem e por sua série só cresce, e um filme seria muito bem-vindo. Este jogo diverte em todos os aspectos, e merece ser mais conhecido, bem como a série de quadrinhos do personagem.

Nota: 8,5/10


Ficou interessado? Você pode comprar a versão para Windows deste jogo na Steam, clicando aqui!

A série em quadrinhos é publicada mensalmente na Juiz Dredd Megazine, da Mythos! Visite o catálogo da editora clicando aqui!

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13 pensamentos sobre “[Review] Rogue Trooper

  1. Pingback: [Review] Juiz Dredd Megazine 16 | 2000 AD Brasil

  2. Não sabia que a Rebellion era uma empresa de games. A única empresa de games que tinha sido dona de editora de hqs e que eu conhecia era a Acclaim, que tinha comprado a Valiant nos anos 90, mas essa não deu muito certo…

    E no checklist do Mythos tá programado o especial Democracia para este mês!!! \ o /

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  3. Pois é, Acoy, eu queria que todo editor de quadrinhos fosse que nem o Hunter!
    Até hoje eu não entendo como nunca fizeram um jogo do ABC Warriors ou uns quinhentos do Dredd…
    Acoy, vc disse que gostaria de um filme, alguns anos atrás ouvi dizer que o Grant Morrison escreveu um roteiro para um filme do Rogue! Não sei o que foi feito desse roteiro…

    Curtido por 1 pessoa

  4. Como curiosidade, a Rebellion que produziu o jogo é a mesma empresa que é dona da 2000 AD. Embora ela já tenha comprado a revista há mais de dez anos, até hoje fez pouquíssimos jogos com os personagens, por motivos inexplicáveis.

    O jogo em si foi escrito pelo Gordon Rennie, que era o escritor da série na época! Ele gostou tanto da experiência que praticamente abandonou os quadrinhos por uns tempos para escrever games em tempo integral, mas acabou desistindo e voltando para os quadrinhos.

    Curtido por 2 pessoas

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