[Review] Juiz Dredd Megazine 17

Problemas de distribuição assolaram esta edição de novembro. Graças a um extraviamento de pacotes, algumas cidades não a receberam. Com isso, este review teve de ser adiado, pelo menos até agora! Confira abaixo os pontos positivos e negativos da revista! [SEM SPOILERS] 

A edição 16 da Megazine teve uma bela capa de Dylan Teague. A partir da 17, a Mythos adotou uma sequência de capas de um dos artistas mais queridos pelos fãs: Greg Staples! As ilustrações deste grande artista estamparão as edições 18 (review em breve, inclusive), 19, e também o próximo encadernado lançado: Juiz Dredd – Ano Um! Os nomes em destaque nesta capa são: Alan Moore, Neil Gaiman, Dave Gibbons e Brian Bolland, com um erro: não existe história do Neil Gaiman nesta edição. Provavelmente, algum erro de revisão.

Fabulosa arte de Greg Staples!

O editorial desta edição, escrito pelo Editor-chefe Helcio de Carvalho fala de algumas coisas bem interessantes. Primeiramente, sobre Judge Dredd: Superfiend, a animação produzida por Adi Shankar, o produtor de Dredd (2012). Além disso, existe uma menção a um futuro lançamento ultrassecreto da Mythos que envolve os Juízes Negros. Fica a dúvida no ar. Em seguida, comentários rápidos sobre cada série da revista, e um aviso: não perder o início da segunda temporada de Área Cinzenta, na edição 18.

Além das séries costumeiras, esta edição possui uma matéria de apenas uma página, escrita pelo Tradutor e Editor-assistente Pedro Bouça, comentando o arco do Juiz Dredd na Lua. Isso mesmo, uma época em que o Juiz chefiava uma colônia na Lua chamada Luna-1. Já o Tribunal dos Leitores está muito focado na polêmica sobre Sláine, então não deixe de expor sua opinião enviando um e-mail para juizdredd@mythoseditora.com.br!

Sem maiores enrolações! Confira abaixo os comentários separados por série presente na revista: 

Juiz Dredd – Rastros de Sangue (Parte 2)
Roteiro: Gordon Rennie
Arte: Andrew Currie
Publicada nas edições 1444 a 1446 da 2000 AD (2005)
Seguindo o arco mais longo escrito por Gordon Rennie para o universo do Juiz, que começou na edição 15 da Megazine, aqui temos um desenvolvimento dos vilões e uma maior exploração do Sistema Judiciário de Mega-City Um. A arte de Andrew Currie incomoda em alguns pontos, por ser MUITO caricata, mas o saldo geral é tão incrível que isso nem pode ser considerado um problema. Além de expandir algumas questões, esta parte também encerra outras, e deixa a empolgação para o final ainda maior. Continua um arco excelente, e você também nota a construção feita através das Megazines anteriores, como a presença constante de menções ao Juiz Giant, e outros personagens que já marcaram as páginas da revista anteriormente..
Nota: 8,5

Choques Futuristas de Tharg – Manual Idiomático Flondrutiano/Português
Roteiro: Alan Moore
Arte: Brendan McCarthy
Publicada na edição 214 da 2000 AD (1981)
Continuando, temos a primeira história em P&B deste volume. Com roteiro de Alan Moore e a incrível arte de Brendan McCarthy, Manual Idiomático Flondrutiano/Português foi um dos Choques Futuristas que mais me agradou. O design das páginas chama muita atenção: parece um gravador (confira a capa da 2000 AD original ao lado). Os quadros possuem espécies de legendas, e a história se desenrola de forma rápida e muito divertida. Como padrão dos Choques, o final é algo surpreendente, e do meio para o fim existe uma reviravolta inesperada. A arte de Brendan McCarthy já foi elogiada outas vezes neste blog, e dispensa comentários de tão boa que é. Uma excelente história curta!
Nota: 9

Nikolai Dante – Deus salve o Rei
Roteiro: Robbie Morrison
Arte: Simon Fraser
Publicada na edição 1084 da 2000 AD (1998)
Após a edição 16 publicar uma história curta do sacana Nikolai Dante, esta edição continua no mesmo molde, porém com algo um pouco mais longo: dez páginas! Uma história envolvendo a loucura do rei da Bretanha, e Nikolai (tão louco quanto, claro) tentando protegê-lo de conspirações, pois ele é um poderoso aliado para os Romanovs. O roteiro de Robbie Morrison sempre é muito competente, e a arte de Simon Fraser é sempre elogiada nos reviews da Megazine, e aqui nada é diferente. Uma característica interessante é como a história situa o leitor através de um flashback de meia página, explicando direitinho tudo que está acontecendo ali. Nikolai Dante merece toda a fama que tem entre os leitores brasileiros, pois a cada edição se prova mais divertido!
E após esta história temos um hiato de apenas uma edição, pois Nikolai estará ausente na Megazine 18!
Nota: 9

Sláine – A Dança do Touro
Roteiro: Pat Mills
Arte: Massimo Belardinelli
Publicada na edição 344 da 2000 AD (1983)
Encerrando uma fase, outra história curta do Bárbaro Sláine. Apenas seis páginas que continuam diretamente a história das últimas edições. Aqui, Pat Mills foca muito no Lorde Esfolado e sua fiel Medb, com toda uma explicação sobre as tribos da Deusa da Terra, inclusive a tribo de Sláine. A arte de Massimo Belardinelli sempre é linda de se ver, porém existe uma notícia meio triste: aparentemente, Sláine será interrompido por aqui até segunda ordem. Ao final da história, temos a chamada: “Próxima Aventura”. Ou seja, sem previsão para o retorno da série (que já está ausente na edição 18, inclusive). Aguardamos o retorno do razoável Áquila, para uma dose de distância do sci-fi sempre tão presente, substituindo a ótima série que é Sláine. E se você gosta do bárbaro celta, não deixe de enviar um e-mail à Mythos!
Nota: 9

Renegado – O Terror dos Decapitadores
Roteiro: Gerry Finley-Day
Arte: Dave Gibbons
Publicada na edição 232 da 2000 AD (1981)
Enquanto a edição 15 da Megazine focou no background do nosso querido G.I azul, mais precisamente em sua arma e companheiro Gunnar, esta edição conta o que aconteceu à Bagman, outro amigo de Rogue morto e transplantado para um de seus acessórios (neste caso, a Mochila). Como da última vez, esta parte da história é contada através de um flashback muito rápido (já que esta história possui apenas quatro páginas), enquanto outra coisa acontece no presente. Gerry Finley-Day é um mestre do resumo em seus textos, e a arte de Dave Gibbons dispensa comentários (como quase todos os artistas presentes nas páginas da revista todo mês). Particularmente, pela velocidade da leitura, Renegado é sempre a primeira história que leio na mensal.
Nota: 9

Choques Futuristas de Tharg – Melodia Espacial
Roteiro: Al Ewing
Arte: Edmund Bagwell
Publicada na edição 1508 da 2000 AD (2006)
Finalmente, algo interessante que pode se tornar padrão na revista daqui para frente: Choques Futuristas e histórias curtas (e fechadas) mais recentes, publicadas por ótimos escritos, como Al Ewing vem provando ser. Com apenas cinco páginas, este Choque possui uma arte muito bonita de Edmund Bagwell, e a história contada também é muito interessante, além de possuir uma sincera dose de crítica. Publicando histórias como esta, você agrada os leitores que não gostam muito de histórias antigas, e se todas seguirem este padrão de qualidade, é uma ótima idéia. Torcemos para mais curtas/longas publicados recentemente lá fora, com a qualidade deste. E algo interessante de se notar é: mesmo sendo uma história mais recente, o plot-twist final é tão chocante quanto o das histórias mais antigas.
Nota: 9

Clássicos Juiz Dredd – A Primeira Olimpíada Lunar e Guerra em Luna-1
Roteiro: John Wagner
Arte: Brian Bolland
Publicadas nas edições 50 e 51 da 2000 AD (1978)
Encerrando esta magnífica edição, temos uma história divida em duas partes. Situada na época em que o Juiz Dredd era superior da Colônia Luna-1 (na Lua, como o nome sugere), este arco possui grandes destaques. Primeiramente, a arte fabulosa de Brian Bolland, somada ao roteiro primoroso de John Wagner, narrando tudo de forma muito concisa e competente. Outro destaque é a presença dos Sovs, principais inimigos políticos de Mega-City Um, que vem marcando presença nas páginas da revista desde a edição 15. Além desta história apresentar um Dredd muito mais heroico (ele até usa uma capa!!!), é também muito divertida. E a matéria na página anterior, falando sobre esta época da revista (olha só, estava começando o segundo ano da 2000 AD), situa o leitor da melhor forma possível.
Nota: 9,5

Hora de finalizar com os comentários rápidos de sempre. Esta edição possui propagandas de alguns lançamentos da Mythos, sendo eles: Frankenstein de Bernie Wrightson e Juiz Dredd – Mandroide. A edição 18 já se encontra nas bancas, e o review dela será publicado em breve (como citado no começo deste, os problemas com a distribuição atrapalharam as coisas). O Mega-Almanaque também já foi lançado, e um review será feito. Abaixo, o preview da edição 18:

Outra arte de Greg Staples estampando a capa da Megazine!

“Com Vienna nas mãos dos agentes sovs, o Juiz Dredd e seus homens correm contra o tempo numa busca desesperada para encontrá-la. Nem todos sairão vivos… Renegado: Rogue enfrenta a impiedosa cavalaria das forças nortistas. Leia também: Abelard Snazz, o homem de dois cérebros, ataca outra vez! E ainda: os Choques Futuristas de Alan Moore! E o retorno de Área Cinzenta!”

Nota final: 9,0/10

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7 pensamentos sobre “[Review] Juiz Dredd Megazine 17

  1. Curti muito essa edição, achei até melhor do que a que veio depois. Al Ewing é demais, aguardando o Elcio se decidir e lançar Zombo no Brasil!

    …quanto à polêmica, acho também lamentável tirar Sláine. Até curto Áquila, e o Gordon Rennie, como roteirista é muito bom. Mas o bicho já estava pegando em Sláine!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Pingback: [Review] Juiz Dredd Megazine 18 | 2000 AD Brasil

  3. Sinceramente, trocar o Sláine pelo Áquila não me parece uma boa decisão. As histórias do Áquila pecam por roteiro e por arte. Por mais que, até agora, o roteiro do Sláine não seja uma obra prima, a arte já compensa. E ainda sabemos que melhora no futuro. Mas o Áquila não. É só razoável mesmo. Ou menos.

    Curtido por 2 pessoas

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