[Review] Juiz Dredd Megazine 18

Acompanhando os lançamentos e botando o blog de volta aos eixos, confira finalmente o review da Juiz Dredd Megazine 18, a edição de dezembro! Encerrando mais um ciclo de seis edições, abaixo você encontrará os acertos e erros, pontos positivos e negativos desta edição! [SEM SPOILERS]

A edição anterior teve em sua capa uma belíssima arte do grande artista Greg Staples, e a Megazine 18 segue o mesmo rumo! Com uma arte fenomenal feita por Staples, os nomes em destaque no topo da capa são: Alan Moore, Dave Gibbons, Peter Milligan e Alan Grant. E para melhorar, a chamada não está nem um pouco exagerada!

Dredd com seus ‘trabucos’, em uma arte de Greg Staples!

O editorial deste mês, escrito pelo Editor-chefe Helcio de Carvalho, fala sobre o novo ciclo da Megazine, que se inicia no mês seguinte. Ou seja, a edição 19 é um ótimo ponto de partida para novos leitores! Além disso, também são comentadas as séries publicadas, como o retorno de Área Cinzenta, a série mais longa de Abelard Snazz e a estreia: Longas de Tharg! Por fim, um recado: Nikolai Dante volta com força total na próxima edição, em sua saga mais longa (e divertida) até o momento.

Desta vez não temos a seção de cartas, mas temos uma matéria de uma página escrita pelo Editor-assistente e tradutor Pedro Bouça, contando um pouco sobre Abelard Snazz, o Homem do Cérebro Duplex e os bastidores de sua criação, do grande Alan Moore. E lembre-se: para aparecer no Tribunal dos Leitores, envie um e-mail para: juizdredd@mythoseditora.com.br!

Sem mais delongas, aos comentários sobre cada série: 

Juiz Dredd – Rastros de Sangue (Parte 03/Final)
Roteiro: Gordon Rennie
Arte: Andrew Currie
Publicada nas edições 1447 a 1449 da 2000 AD (2005)
Encerrando finalmente o arco Rastros de Sangue, de Gordon Rennie, temos todas as pontas se fechando, e algumas se abrindo. A arte de Andrew Currie segue competente (apesar dos pesares), e desta vez temos uma presença ainda maior do próprio Juiz Dredd (inclusive em um embate muito legal contra o principal vilão). As perdas são bem retratadas, e o desenrolar da história se dá inicialmente pela continuação da investigação por parte dos Juízes, e depois apenas por sequências de ação, como de costume em todos os arcos do Dredd. Rastros de Sangue provou o quanto Gordon Rennie é competente no que escreve, deixando assim uma vontade maior para que publiquem mais séries ou histórias curtas dele. Toda a construção iniciada na edição 15 finalmente culminou nesta, e valeu muito a pena acompanhar todo esse desenvolvimento.
Nota: 9

Renegado – Cavaleiros
Roteiro: Gerry Finley-Day
Arte: Dave Gibbons
Publicada na edição 234 da 2000 AD (1981)
Seguindo a jornada de Rogue, nesta história temos o G.I azul agindo quase como um herói. Usando de suas artimanhas e conhecimentos, o protagonista se vê envolvido em uma espécie de resgate ou salvamento, e como de costume, apenas ele contra um exército.
O roteiro de Gerry Finley-Day, como sempre, é fechadinho. A arte de Dave Gibbons, super competente, e Renegado segue como uma das séries mais divertidas de se ler, justamente por ser curta e direta. Porém, a esta altura, um arco mais longo (ou mais espaço na revista) talvez seja algo necessário para agradar mais os fãs do personagem, e também explorar um pouco mais a série. Creio que para as próximas edições, seguiremos com histórias curtas.
Nota: 8.5

Área Cinzenta – Algo a declarar
Roteiro: Dan Abnett
Arte: Patrick Goddard
Publicada na edição 2014 da 2000 AD (2013)
Após um período com histórias medianas, Área Cinzenta retorna para sua segunda temporada (que, como você pode notar pela data, começou recentemente lá fora), entregando logo de cara uma história curta, de apenas cinco páginas, porém fenomenal.
Dan Abnett mostra a entrada de um alienígena na Terra, e depois de algumas histórias mais bobas ao final de sua primeira temporada, é interessante ter algo mais reflexivo e crítico. A arte de Patrick Goddard é competentíssima, se encaixando muito bem à série. Se as próximas histórias mantiverem o nível, Área Cinzenta voltará a ser um dos destaques da revista, com toda certeza.
Nota: 9.5

Abelard Snazz – A cachola de dois andares contra-ataca
Roteiro: Alan Moore
Arte: Mike White
Publicada na edição 237 da 2000 AD (1981)
Após uma excelente matéria de uma página situando o leitor, temos uma história mais longa de Abelard Snazz, escrita por Alan Moore! Apesar de curtas e fechadas, as histórias do Homem do Cérebro Duplex constroem todo um arco que culmina nesta história maior, tão divertida e bem escrita quanto as outras já publicadas na Megazine. A arte de Mike White é muito boa, e os detalhes são muito bem desenhados. Além de ser muito divertida e imprevisível, esta história também trabalha com conceitos bizarros da melhor “forma Alan Moore” de ser. Aguardamos mais histórias de Abelard sendo publicadas na revista, apesar desta série não ter durado muito tempo (como a matéria prévia explica muito bem).
Nota: 9,5

Longas de Tharg – 15
Roteiro: Tom Taylor
Arte: Jon Davis-Hunt
Publicada nas edições 1797 a 1799 da 2000 AD (2012)
Para mim, a grande surpresa da edição. Apesar de ter conhecido o trabalho de Tom Taylor com Injustiça, da DC Comics, jamais esperava encontrar uma história dele na Megazine. E o melhor: uma história muito boa! Fãs de mecha provavelmente irão se amarrar neste Longa de Tharg. Um resumo perfeito seria: robôs gigantes lutando contra alienígenas gigantes para salvar pessoas, com uma motivação adicional por trás. E disparando mini-mísseis nucleares. Jon Davis-Hunt dá um show na arte, e os três capítulos são tão divertidos que você nem percebe quando acaba. Você fica querendo mais deste universo, destes personagens. E o final não deixa de ser muito emocionante. Talvez o único defeito seja a previsibilidade, que não tira o mérito da história, de forma alguma.
Nota: 9.5

Choques Futuristas de Tharg – Os Subterrâneos! 
Roteiro: Peter Milligan
Arte: José Casanovas
Publicada na edição 365 da 2000 AD (1984)
Apenas duas páginas, simples e direto. Peter Milligan entrega uma história que é do costume de todos quando o assunto é sobre os Choques Futuristas: algo imprevisível e divertido, com uma pitada muito ácida de crítica social. O final, apesar de ser imprevisível, é uma fusão de algo risível com pena.
A arte de José Casanovas também é algo a se destacar, por ser muito boa. Os detalhes são muito nítidos e bem feitos.
No final das contas, Os Subterrâneos é o típico Choque Futurista bem feito: intrigante, curto e ótimo.
Nota: 8.5

Juiz Dredd – Erva Maldita
Roteiro: Alan Gant
Arte: Richard Elson
Publicada na edição 03 da Judge Dredd Megazine Vol. 04 (2001)
Encerrando a edição, uma história divertidíssima do personagem mais querido da maior parte do público. Em Erva Maldita, o Juiz Dredd vai fazer uma vistoria na residência de um cidadão que foi pego fumando cannabis em Mega-City Um.
Alan Grant apresenta um desenvolvimento inesperado com um desfecho completamente imprevisível, enquanto Richard Elson presenteia os leitores com uma arte ótima. Esta história possui apenas oito páginas, sendo fechadinha e beirando a perfeição. Algumas idéias são meio viajadas (afinal de contas, em uma história como essa, nada que combine mais do que uma viagem), e de tão loucas, acabam funcionando. Um excelente encerramento para mais uma excelente edição da Juiz Dredd Megazine. E que mais histórias deste tipo apareçam nos próximos números da revista!
Nota: 9

Para finalizar, os comentários de sempre: o preview completo da próxima edição ainda não foi liberado, mas o preview na própria revista diz: “O Juiz Dredd conseguiu salvar sua sobrinha Vienna, mas isso quase custou a vida de seus companheiros, os Juízes Rico, Giant e Guthrie. Agora, cabe ao próprio Dredd avaliar se Giant tem condições de voltar à ativa. Leia também: o malandro Nikolai Dante está de volta, envolvido numa trama de espionagem que pode mudar o equilíbrio de forças entre o Czar e os Romanovs. Área Cinzenta: recém promovido a capitão após a morte de Janzen, Adam Bulliet e a ETC enfrentam uma infiltração alienígena. E ainda: Choques Futuristas!” A capa já foi divulgada:

A arte da capa da próxima edição também é de Greg Staples, somando assim uma sequência de três edições com suas artes! 

As propagandas na revista são dos novos lançamentos da Mythos: Vampirella, Alice no País das Maravilhas, Cripta Vol 04 e A Arte de Neil Gaiman, enquanto a divulgação na contracapa é do encadernado Mandroide.

Nota final arredondada: 9,5/10

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6 pensamentos sobre “[Review] Juiz Dredd Megazine 18

  1. Esse arco do Gordon Rennie foi muito bom de se ler. Mas a arte do Andrew Currie deu umas escorregadas nessa edição. Esse Longa de Tharg foi legal, assim como o Choque Futurista recente da edição 17. Mas isso não quer dizer que vão deixar de publicar o material antigo não né? Essa capa da edição 19 é fantástica.

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